Sem o segundo carro na prática: o depoimento positivo de três leitores (+ uma reflexão bônus)

Semana passada, publicamos um artigo (post aqui) onde fizemos reflexões sobre a desnecessidade de um segundo carro nos tempos atuais, por diversos motivos, os quais se acentuaram nessa fase de pandemia, home office e EAD.

O post repercutiu entre os leitores, sendo que boa parte deles não só compartilha do mesmo entendimento das ideias abordadas no post, como também de fato diminuíram a quantidade de veículos na garagem de casa.

Trago aqui, portanto, os comentários de três leitores que comprovaram, na prática, os benefícios de ter menos carros na garagem.

Há 3 anos andando só com um carro

Os ganhos não se limitam à questão financeira. Há ganhos emocionais também, sobretudo no campo do relacionamento familiar.

Eis, a respeito, o ótimo depoimento do leitor Moisés:

“Olá mais um artigo educativo. Moro em Brasília e fizemos a opção por um só carro fazem três anos.

Nosso orçamento melhorou, podemos eliminar dívidas e investir bem mais.

Além da questão financeira, o relacionamento também melhorou. Conversarmos e ponderamos mais nossas escolhas e rotinas diárias buscando otimizar o uso do veículo. E sempre podemos contar com o Uber.

Vale a pena fazer a experiência.”

Escolhas otimizadas que facilitam a organização no dia a dia

A leitora Vânia também é outra pessoa que aprovou e recomenda o uso de um só carro, mesmo havendo duas pessoas adultas em casa.

Planejamento e estratégia são essenciais para otimizar o uso dos meios de transporte no cotidiano.

Confiram:

“Aqui funciona otimamente ter um único carro para duas pessoas adultas, cada uma com suas atividades. Não há crianças para levar para a escola, sei que isso torna a situação toda mais fácil.

Moro em São Paulo, numa localização boa, que me permite usar vários modais de transporte: faço muitas coisas a pé, usava metrô antes da pandemia, e Uber.

Então vamos fazendo assim, o carro vai sendo usado por quem precisa mais, e se a outra pessoa tbem precisar, chama um Uber. Pra mim, esses aplicativos de transporte são inclusive mais confortáveis que o carro próprio, pela facilidade em não ter que procurar onde estacionar.

Nem cogito em ter um segundo carro.

O bolso e o meio ambiente agradecem”.

Depois de mais de 17 anos como dona de veículo, vendi meu carro

A leitora Emile foi além, dispensando não o segundo carro, mas sim o seu primeiro carro.

O legal é que tal experiência lhe proporcionou outros insights para a sua vida pessoal.

Confiram:

“Eu me desfiz do meu carro ano passado (em novembro) eu reparei que estava usando o veículo praticamente para ir para o trabalho e para a academia (que ficava no caminho), então troquei a academia para uma perto da minha casa e comecei a utilizar o fretado da empresa e olha, a economia é impressionante, além do valor do carro (e de poder realocar o valor que eu guardava mensalmente planejando a troca que eu fazia em média a cada 5 anos) tem todos os gastos de seguro, imposto, manutenção, estacionamento, combustível, lavagens…. a pandemia e o trabalho em home office facilitaram ainda mais a mudança e como meu companheiro tem o carro dele praticamente não tive alterações no meu dia a dia.

Realmente não é muito fácil fazer uma mudança desse porte, eu tive carro desde os meus 20 anos (estou com 37 agora) mas no fundo é uma questão de ajustes de prioridades.

Agora andamos questionando nossa moradia, moramos num apartamento na região central da cidade (financiado pela CEF que deve ser quitado em 2 anos) caso o home office se mantenha, estamos avaliando a mudança para uma casa numa região mais afastada, mas com pátio e um valor menor que o apto (considerando aqui também IPTU, condomínio e manutenções).

Esse tipo de post é muito importante para nos tirar do piloto automático e fazer pensar no que realmente é importante para nós.

Muito obrigada pelas reflexões”.

Reflexão bônus: no limite, um segundo carro como um Fusca não seria suficiente?

Tendo em vista os custos exorbitantes inerentes à manutenção da propriedade de um veículo, o leitor SwineOne propõe a seguinte reflexão: se o segundo carro é mesmo essencial, por que não ter então um carro bastante antigo e barato?

Leiam:

“Uma reflexão interessante, e que escancara o real motivo por trás de ter um segundo carro, é o seguinte:

Se o segundo carro é mesmo essencial, por que não ter então um carro bastante antigo e barato? No limite, um Fusca, por exemplo.

O carro é barato, então o custo de oportunidade é bem menor.

Seguro? Já me disseram que não se faz seguro para carro tão antigo assim, mas espero que exista ao menos um seguro para terceiros, que para mim é o mínimo necessário.

IPVA? Nem paga mais.

Manutenção? Barata e qualquer mecânico consegue fazer.

Multas? É um risco, e você precisa avaliar o seu comportamento no trânsito — no meu caso, nem lembro quando foi a última multa que tomei, então não me preocupo com isso.

Combustível é custo variável (se não tiver com o combustível desse carro, teria com o outro, ou com o Uber), e se você se dispuser a aprender, existem técnicas para economizar MUITO nesse quesito.

Estacionamento e garagem, não tem como fugir muito, mas vale notar que nem sempre isso é problema (por exemplo, estaciono de graça no trabalho, e minha casa já tem espaço para dois carros, se não tivesse o segundo simplesmente ficaria vazio ali).

Claro que um carro com esse perfil é inseguro, mas proponho isso como segundo carro mesmo, para andar na cidade, em baixa velocidade, de maneira que eventuais acidentes não devem ser graves.

É uma reflexão interessante para você pensar se o problema não é o medo que os outros vejam você andando de Fusca. Admito que eu mesmo ainda não cheguei nesse nível de evolução da educação financeira, embora pelo menos tenha trocado um carro de segmento mais alto, esportivo (de verdade, não só adesivado), por um carro popular (mas novo) — o carro “principal” da família, para viagens, é o da minha esposa. Pelo menos pretendo fazer gastar o carro, trocando-o só após usá-lo por uns 10 anos. Quem sabe até lá esteja evoluído o suficiente e decida apenas vendê-lo, ao invés de trocá-lo.”

Conclusão

Como eu disse na semana passada, sair da zona de conforto mental é um dos principais desafios quando se trata de fazer reflexões sobre hábitos de consumo há muito tempo arraigados em nosso cotidiano.

É preciso ter coragem e audácia suficientes para no mínimo iniciar reflexões sobre os nossos modos de viver e de agir, a fim de verificar se eles estão realmente alinhados com nossos propósitos e metas futuras.

A questão de ter ou não ter um segundo carro, como podemos vislumbrar dos depoimentos acima, acarreta consequências positivas não apenas na questão orçamentária, mas também em outros campos da vida, seja pessoal, seja profissional.

Que você também tenha as habilidades suficientes para melhorar suas finanças a partir de decisões corajosas e inteligentes. 😉

 

 

 

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